Confissão – Por Lúcio Damasceno Barroso

Confissão

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Na cultura em que nasci

Caçar não era pecado

Nem matar os passarinhos

Pra depois comer assado

 

Preparava a baladeira

Logo cedo ao acordar

Juntava pedras na estrada

No mato eu ia caçar

Rolinha, Sabiá, Campina

Eu Calei o seu cantar

 

Passarinhos eu pegava

Quando armava o alçapão

Nas gaiolas os prendia

Isso era judiação

Arrependido eu espero

Da natureza o perdão

 

Paracuru de todos nós, encerrada no dia 20 de dezembro de 2010, às quatro horas da manhã